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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Argentina um passo mais perto do Tri-Nations

Convite para participar da Currie Cup pode tornar o caminho mais fácil para os Pumas

Currie Cup, um novo alvo para os argentinos?

Oregan Hoskins, presidente da SARU (South Africa Rugby Union), disse ao jornal afrikaaner Sondag que o convite já foi enviado à Argentina pra fazer parte da competição a partir do ano que vem.

A idéia é que um selecionado argentino participe do grupo de acesso a partir do ano que vem, e que, possivelmente, ascendam para a Primeira Divisão em 2010, quando eles ganhariam o direito de fazer jogos em casa na Argentina.

Uma vez que grande parte dos jogadores dos Pumas (entre outros argentinos) estão jogando na Europa, essa seleção na Currie Cup seria formada apenas por jogadores de clubes argentinos.

Hoskins disse também que agora a tarefa é descobrir um modo eficiente e economicamente viável para receber os argentinos. “Estamos agora pesquisando preços e lugares que possam servir de base para a equipe argentina.” E completa: “Teremos que hospedá-los na África do Sul até que encontremos um bom plano para fazer com que jogos na Argentina sejam comercialmente viáveis.”

Isso pode ser um grande passo para os Pumas, uma vez que participar de campeonatos do Hemisfério Sul, pode significar uma facilidade muito grande de entrar para o Tri-Nations em um futuro próximo.

A seleção nacional argentina enfrentará os Springboks, atuais campeões do mundo, no dia 9 de agosto, no Ellis Park, Johannesburgo. O jogo marca a comemoração de 90 anos de Nelson Mandela, ex-presidente sul africano e que protagonizou um dos momentos mais importantes da história esportiva mundial, ao aparecer com a camisa dos Boks na final da Copa do Mundo de Rugby em 2005.

domingo, 20 de janeiro de 2008

De Villiers é o novo técnico dos Springboks

Atual campeão do mundo, a África do Sul nomeou esse mês seu novo técnico: Peter De Villiers.

Com a conturbada saída do premiado Jake White ainda no final do ano passado, De Villiers ficou com o peso de uma seleção recém-coroada melhor do mundo.

Por ser o primeiro técnico negro dos Springboks, há a crítica de que sua indicação tenha sido puramente racial. O novo técnico teve que disputar o cargo com mais três técnicos, entre eles Heyneke Meyer, que era o favorito na disputa. Meyer recebeu votos de 77% entre 258 membros da SARPA (Associação de jogares de rugby sul-africanos).

Os dirigentes negam que a razão da escolha seja racial, afinal De Villiers comandou os Emerging Springboks e liderou a seleção sub-21 ao título mundial em 2005, entre outras conquistas com clubes sul-africanos, provando que é um “líder forte, um técnico com gabarito comprovado”, segundo as palavras de Johan Prinsloo, chefe executivo da SARU (South African Rugby Union).

Oregan Hoskins, presidente da SARU, disse que o desejo de diminuir as diferenças raciais no rugby também foi um dos pontos levados em conta. “A indicação não teve apenas motivos de rugby, levamos em conta a questão da transformação no rugby muito, muito seriamente quando tomamos a decisão.”

O primeiro Test match de De Villiers será contra Gales dia 7 de junho, e ele já disse que não fará mudanças substanciais, mas que tem trabalho duro para a equipe.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Hugo Porta é o novo representante argentino na IRB

Na última reunião do Conselho Diretivo da União Argentina de Rugby em 28/12 ficou decidido que o ex-jogador Hugo Porta é o novo representante do rugby argentino, nomeado no lugar de Carlos Tozzi.

Hugo Porta em foto de 1977, preparando mais uma das conversões que o deixaram famoso


Hugo Porta foi capitão dos Pumas e recebeu 65 caps. Agora ele é o encarregado de negociar a inclusão no Tri-Nations ou no Six Nations. Para quem não está familiarizado com os termos, Tri-Nations é o torneio entre Nova Zelândia, Austrália e África do Sul, e o Six Nations o torneio entre Inglaterra, Irlanda, Pais de Gales, Escócia, França e Itália.

“Minha função é representar o rugby argentino, coisa que eu já fiz em campo e agora farei na dirigência” declarou ele. “O principal objetivo é seguir sendo considerados como parte do primeiro escalão e obviamente tratar de encontrar a forma, que já começamos a fazer, para que a Argentina se insira definitivamente no rugby profissional.”

Porta foi embaixador da Argentina na África do Sul em 1991, e em 1994 se tornou Ministro do Esporte. Ocupava até agora o cargo de Presidente da Confederação Sul-americana de Rugby, de onde mantém uma boa relação com o presidente da IRB, Bernard Lapasset, com quem se encontrará já em fevereiro.

Hugo Porta foi talvez o primeiro argentino a se destacar internacionalmente. O abertura do Banco Nación faz parte do Hall da Fama do Ruby. Além das estatísticas que depõe a seu favor, como o recorde do Guinnes Book por pontuar 7 penais e uma conversão em uma só partida, liderou tanto os Pumas quanto os Jaguares, seleção sul-americana que excursionou à África do Sul entre 1980 e 84, vencendo um jogo. Isso e mais dois Test matches contra os Springboks na Argentina, fizeram os sul-africanos o descreverem como o mestre na arte dos aberturas.

Marcou todos os pontos dos Pumas em partidas como um empate contra a França em 77, e contra os All Blacks em 1985. Venceu jogos contra a já citada França, África do Sul e Austrália. Em 1985 foi considerado o melhor jogador do mundo segundo publicações francesas especializadas.

Além do exemplo dentro e campo, que Hernández segue à risca, esperamos que sua atuação como dirigente seja frutífera para o rugby sul-americano como foi en la cancha. Comentários em sites argentinos esperam que a atuação de Porta seja melhor que aquela que demonstrou na Confederação Sul-americana.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Retorno/Retrospectiva

Muito se passou nesses quase 4 meses de ausência. Tanto se passou que a ausência se fez necessária. Mas o que importa é que 2007 chega ao fim e 2008 vem que vem.

2007, ano de copa do mundo. Na primeira rodada eu já falei um pouco sobre o que seria a tônica de toda a competição: grandes atuações das seleções menores e jogos não tão brilhantes dos times consagrados. Pumas argentinos merecidamente (mereciam até mais) em terceiro lugar, uma Inglaterra que ressurgiu das cinzas para chegar ao bronze e a técnica e forte África do Sul levando o caneco para casa, com direito a jogar o presidente para cima durante a premiação (nada que se compare à importância de Mandela com a camisa dos Springboks em 1995).

Pouco mais de um mês depois, os mesmos Amabokoboko (versão Zulu para Springboks) levaram uma surra dos Barbarians, equipe de jogadores convidados, que tem como característica um jogo rápido e ofensivo, coisa que pouco se viu nessa copa.

O ponta veloz Brian Habana foi eleito melhor jogador do ano. Eleição muito criticada, pois só premiou os campeões sul-africanos, deixando de lado brilhantes atuações dos argentinos, por exemplo. Aliás, o próprio Habana foi atropelado pelo jogador Takudzwa Ngwenya dos EUA, considerado um dos tries mais bonitos da competição.

Hoje o técnico inglês Brian Ashton e o fullback Jason Robinson foram agraciados com honras nacionais pelas conquistas em 2007 (nada de tão especial, Jason Robinson já havia recebido a homenagem em 2003, mas é notícia fresca).

O ano vindouro já começa com campeonatos importantes em andamento e outros em preparação. Campeonatos de clubes pela europa: Heineken Cup (copa européia), European Challenge (segunda divisão européia), Guinness Premiership (copa inglesa), Magners League (liga celta), Top 14 (campeonato francês), Super 14 (copa do hemisfério sul: Nova Zelândia, África do Sul e Austrália) já estão quase na metade. Currie Cup (sul-africana) e Air New Zealand Cup (neo-zelandeza) começam no fim do ano, mas nesse meio tempo temos muitos jogos de seleções, o Six Nations na Europa e o Tri-Nations no hemisfério sul.

Falando nessas competições, já é sabido que uma delas vai ganhar mais um país participante: a Argentina. Uma reunião da IRB logo depois da copa decidiu que deve haver um esforço internacional pra incluir os Pumas em alguma calendário, para que continuem desenvolvendo o rugby. Tomara que aconteça logo, por que isso pode trazer cobertura da mídia brasileira, apoio de patrocinadores, etc... Outra coisa decidida nessa reunião foi manter 20 seleções da Copa do Mundo e não diminuir para 16 como era a idéia. As atuações de Portugal, Geórgia, EUA, Romênia, Fiji, entre outros fizeram os cartolas do rugby repensarem. E perceberam que além do espetáculo, essas atuações demonstram como alguns países são um ótimo mercado para o esporte.

E a principal promessa de ano novo, em agradecimento e homenagem àqueles que leram, comentaram, pediram, linkaram e recomendaram, é colocar esse blog pra frente, com atualizações, no mínimo, semanais. Infelizmente o projeto de layout novo vai ficar para daqui a algum tempo. Mas o filé vai continuar aqui!

PS: Na ESPN Brasil, à 00:15, hoje, dia 30/12, vai passar a reprise de um surpreendentemente bom jogo da Copa: a disputa do terceiro lugar, entre Argentina e os donos da casa, França. Surpreendente porque os dois times estavam muito decepcionados com as semi-finais, e parecia que tinham entregado os pontos.
Na hora da virada vai passar a final. E dadas as circunstâncias, deixe a TV ligada pra dar audiência, mas vá ver os fogos, e fazer tudo que se faz no ano novo...

Obrigado novamente aos leitores e, às vezes sem saber, colaboradores. Israel, Chris, Timmy, Lari (documentário saindo em breve!), Leandro, Mell, e o português FJV!

E muito rugby para todos nós em 2008, porque só ele salva!