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domingo, 20 de janeiro de 2008

De Villiers é o novo técnico dos Springboks

Atual campeão do mundo, a África do Sul nomeou esse mês seu novo técnico: Peter De Villiers.

Com a conturbada saída do premiado Jake White ainda no final do ano passado, De Villiers ficou com o peso de uma seleção recém-coroada melhor do mundo.

Por ser o primeiro técnico negro dos Springboks, há a crítica de que sua indicação tenha sido puramente racial. O novo técnico teve que disputar o cargo com mais três técnicos, entre eles Heyneke Meyer, que era o favorito na disputa. Meyer recebeu votos de 77% entre 258 membros da SARPA (Associação de jogares de rugby sul-africanos).

Os dirigentes negam que a razão da escolha seja racial, afinal De Villiers comandou os Emerging Springboks e liderou a seleção sub-21 ao título mundial em 2005, entre outras conquistas com clubes sul-africanos, provando que é um “líder forte, um técnico com gabarito comprovado”, segundo as palavras de Johan Prinsloo, chefe executivo da SARU (South African Rugby Union).

Oregan Hoskins, presidente da SARU, disse que o desejo de diminuir as diferenças raciais no rugby também foi um dos pontos levados em conta. “A indicação não teve apenas motivos de rugby, levamos em conta a questão da transformação no rugby muito, muito seriamente quando tomamos a decisão.”

O primeiro Test match de De Villiers será contra Gales dia 7 de junho, e ele já disse que não fará mudanças substanciais, mas que tem trabalho duro para a equipe.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Dallaglio anuncia aposentadoria

O ex-capitão da seleção da Inglaterra, Lawrence Dallaglio, anunciou pela segunda vez a retirada dos campos em partidas internacionais.

Dallaglio levanta a Copa do Mundo de Rugby em 2003 junto com Neil Back e Richard
Hill, seus companheiros de terceira linha. Os três eram chamados de Santíssima Trindade.


Um dos poucos jogadores ingleses a jogar todos os minutos da vitoriosa campanha da Inglaterra na Copa de 2003, Lawrence Dallaglio já havia pendurado as chuteiras da seleção em 2004, mas reverteu sua decisão em 2006, quando foi chamado para jogar a Copa do Mundo novamente.

Na final da Copa de 2007 ele recebeu seu 85º cap, um tipo de certificado de quem joga partidas internacionais oficiais pela seleção nacional.

O número oito, que fez seu primeiro jogo internacional em 1995, disse ao jornal britânico The Sun que “foi o inglês mais orgulhoso de si cada vez que vestiu a camisa de seu país”. “Entretanto, – continuou ele – Eu acredito que minha carreira internacional chegou ao fim e é minha hora de sair do caminho e dar espaço para os novos talentos que estão chutando a porta”.

O jogador de 35 anos disse que no final da temporada européia se aposentará também da carreira em clubes.

Outro ex-capitão inglês, Bill Beaumont, disse à BBC que concorda com a decisão. “Acho que do ponto de vista de Lawrence essa é a melhor hora para sair – ele já fez tudo em campo. Não tem tantos caras que levantaram o Premiership (Guiness Premiership, campeonato inglês de clubes), jogou em turnês vencedoras dos Lions, levantou a Copa do Mundo de Rugby.”

Beaumont, que liderou a seleção ao primeiro Grand Slam depois de 23 anos, em 1980, disse que Dallaglio merece um lugar entre os grandes jogadores da história do país, mesmo com as controvérsias que surgiram durante sua brilhante carreira.

Os episódios mais conhecidos envolveram a relação de Dallaglio com seus técnicos nacionais. Quando retornou aos campos em 2006, foi acusado de “obrigar” o então técnico Andy Robinson a colocá-lo como titular no lugar do capitão Martin Corry. E recentemente, ao final da Copa de 2007, criticou a má atuação do atual técnico (de contrato renovado) Brian Ashton e comissão técnica da Inglaterra.Mesmo com todo esse rolo, Ashton disse que não seria influenciado por essas atitudes na escalação para o Six Nations desse ano, mas acabou se livrando de uma situação chata. Os 32 jogadores serão anunciados na próxima quarta-feira 9.

Lawrence Dallaglio foi um jogador de um time só, jogando sempre pelo London Wasps, atuais campeões da Heineken Cup, o principal torneio de clubes da Europa. Tendo anunciado que no final da temporada vai pendurar as chuteiras no clube também já recebeu convite para continuar no clube com um cargo técnico. O jogador disse que vai fazer cursos de capacitação dentro do Wasps e vai estudar antes de se tornar técnico.

“Não espero ter as habilidades de bate-pronto, então vou ficar um tempo longe do campo e voltar depois. Só porque você foi um jogador de elite não quer dizer que possa ser um técnico de elite. Não é algo que se possa virar. Tem que ser modesto.”

Quem também encerrou as atividades de Test matches foi o ponta veterano da França Christophe Dominici. Com 65 caps, ele disse que há outros jogadores e uma nova história começando que tem como objetivo a Copa de 2011.


P.S.: Tem muita gente que não acredita que uma das estrelas da seleção inglesa vá desistir assim. Até porque Dallaglio, mesmo um pouco velho, está em um de seus melhores momentos tanto física quanto taticamente.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Retorno/Retrospectiva

Muito se passou nesses quase 4 meses de ausência. Tanto se passou que a ausência se fez necessária. Mas o que importa é que 2007 chega ao fim e 2008 vem que vem.

2007, ano de copa do mundo. Na primeira rodada eu já falei um pouco sobre o que seria a tônica de toda a competição: grandes atuações das seleções menores e jogos não tão brilhantes dos times consagrados. Pumas argentinos merecidamente (mereciam até mais) em terceiro lugar, uma Inglaterra que ressurgiu das cinzas para chegar ao bronze e a técnica e forte África do Sul levando o caneco para casa, com direito a jogar o presidente para cima durante a premiação (nada que se compare à importância de Mandela com a camisa dos Springboks em 1995).

Pouco mais de um mês depois, os mesmos Amabokoboko (versão Zulu para Springboks) levaram uma surra dos Barbarians, equipe de jogadores convidados, que tem como característica um jogo rápido e ofensivo, coisa que pouco se viu nessa copa.

O ponta veloz Brian Habana foi eleito melhor jogador do ano. Eleição muito criticada, pois só premiou os campeões sul-africanos, deixando de lado brilhantes atuações dos argentinos, por exemplo. Aliás, o próprio Habana foi atropelado pelo jogador Takudzwa Ngwenya dos EUA, considerado um dos tries mais bonitos da competição.

Hoje o técnico inglês Brian Ashton e o fullback Jason Robinson foram agraciados com honras nacionais pelas conquistas em 2007 (nada de tão especial, Jason Robinson já havia recebido a homenagem em 2003, mas é notícia fresca).

O ano vindouro já começa com campeonatos importantes em andamento e outros em preparação. Campeonatos de clubes pela europa: Heineken Cup (copa européia), European Challenge (segunda divisão européia), Guinness Premiership (copa inglesa), Magners League (liga celta), Top 14 (campeonato francês), Super 14 (copa do hemisfério sul: Nova Zelândia, África do Sul e Austrália) já estão quase na metade. Currie Cup (sul-africana) e Air New Zealand Cup (neo-zelandeza) começam no fim do ano, mas nesse meio tempo temos muitos jogos de seleções, o Six Nations na Europa e o Tri-Nations no hemisfério sul.

Falando nessas competições, já é sabido que uma delas vai ganhar mais um país participante: a Argentina. Uma reunião da IRB logo depois da copa decidiu que deve haver um esforço internacional pra incluir os Pumas em alguma calendário, para que continuem desenvolvendo o rugby. Tomara que aconteça logo, por que isso pode trazer cobertura da mídia brasileira, apoio de patrocinadores, etc... Outra coisa decidida nessa reunião foi manter 20 seleções da Copa do Mundo e não diminuir para 16 como era a idéia. As atuações de Portugal, Geórgia, EUA, Romênia, Fiji, entre outros fizeram os cartolas do rugby repensarem. E perceberam que além do espetáculo, essas atuações demonstram como alguns países são um ótimo mercado para o esporte.

E a principal promessa de ano novo, em agradecimento e homenagem àqueles que leram, comentaram, pediram, linkaram e recomendaram, é colocar esse blog pra frente, com atualizações, no mínimo, semanais. Infelizmente o projeto de layout novo vai ficar para daqui a algum tempo. Mas o filé vai continuar aqui!

PS: Na ESPN Brasil, à 00:15, hoje, dia 30/12, vai passar a reprise de um surpreendentemente bom jogo da Copa: a disputa do terceiro lugar, entre Argentina e os donos da casa, França. Surpreendente porque os dois times estavam muito decepcionados com as semi-finais, e parecia que tinham entregado os pontos.
Na hora da virada vai passar a final. E dadas as circunstâncias, deixe a TV ligada pra dar audiência, mas vá ver os fogos, e fazer tudo que se faz no ano novo...

Obrigado novamente aos leitores e, às vezes sem saber, colaboradores. Israel, Chris, Timmy, Lari (documentário saindo em breve!), Leandro, Mell, e o português FJV!

E muito rugby para todos nós em 2008, porque só ele salva!